No dia 25 de maio de 2026, mães e familiares de pessoas com autismo se uniram no Entorno Sul de Goiás em um movimento de esperança, apoio e luta por inclusão.
Não apenas por uma reunião.
Não apenas por certificados.
Mas porque, nesse dia, mães, pais e familiares de pessoas com Transtorno do Espectro Autista decidiram levantar a voz por milhares de famílias que vivem uma batalha silenciosa todos os dias.
Por trás de cada diagnóstico, existe uma mãe cansada.
Existe um pai tentando ser forte.
Existe uma família inteira aprendendo a sobreviver entre consultas, terapias, preconceitos, crises emocionais e a ausência de suporte adequado.
Muitas mães abandonam seus sonhos, carreiras e até sua própria saúde mental para cuidar dos filhos.
Muitas se tornam mães solo no meio da caminhada.
Muitos casamentos não resistem à pressão emocional, financeira e psicológica que o autismo traz quando a família não encontra apoio.
Estudos mostram que mães de crianças autistas enfrentam níveis elevados de estresse, ansiedade e depressão, consequência do peso diário que carregam praticamente sozinhas.
E talvez a pior dor seja o sentimento de abandono.
Abandono do poder público.
Abandono de parte da sociedade.
Abandono de pessoas que deveriam acolher, mas preferem julgar.
Mas mesmo diante de tudo isso…
essas mães continuam de pé.
Osmar Bria, presidente nacional do Partido dos Autistas, destacou durante o encontro que a inclusão não acontece apenas com discursos, mas através de projetos concretos, políticas públicas eficientes e representatividade.
Segundo ele, quando famílias atípicas passam a ocupar espaços de voz e decisão, toda a sociedade evolui.
“A política tem o poder de transformar a sociedade em um espaço de inclusão verdadeira. Precisamos dar voz às famílias que durante muitos anos sofreram em silêncio”, reforçou.
Outro nome importante lembrado durante o encontro foi o de Santana Gomes, autor do primeiro projeto de lei municipal que constituiu a Casa do Autista em Goiânia, uma iniciativa voltada ao cuidado completo de pais, mães e crianças com Transtorno do Espectro Autista.
A proposta nasceu da necessidade urgente de acolhimento, orientação e suporte especializado às famílias que convivem diariamente com os desafios do autismo.
A Casa do Autista representa não apenas um espaço físico, mas um símbolo de esperança para centenas de famílias que muitas vezes não encontram apoio suficiente no sistema público.
A história de Wanessa Cristina também emocionou os participantes.
Mãe solo de uma criança autista nível 2, ela divide sua rotina entre a advocacia, os cuidados com o filho e a luta pela causa autista.
Com a ajuda da mãe, Wanessa consegue continuar exercendo sua profissão enquanto dedica parte do seu tempo para apoiar outras famílias e fortalecer o movimento de inclusão.
Sua trajetória representa a realidade de milhares de mães brasileiras que enfrentam jornadas exaustivas, mas que continuam encontrando forças para lutar não apenas pelos próprios filhos, mas por todas as famílias atípicas.
O encontro realizado no dia 25 de maio de 2026 mostrou que o Entorno Sul de Goiás começa a construir algo maior:
uma rede de apoio, conscientização e transformação social.
Mais do que um evento, foi um chamado à sociedade.
Porque nenhuma família deveria lutar sozinha.
E foi exatamente isso que aconteceu no Entorno Sul de Goiás:
mulheres fortes decidiram transformar a dor em propósito.
Transformar lágrimas em luta.
Transformar silêncio em voz.
Vanêssa Garcez tem realizado um trabalho gigante de apoio, acolhimento e mobilização no Entorno Sul de Goiás, unindo famílias, fortalecendo mães e criando pontes com lideranças de Goiás e até de outras partes do Brasil.
Porque nenhuma mãe deveria carregar essa luta sozinha.
O autismo não pode mais ser tratado com invisibilidade.
Essas famílias precisam de respeito.
Precisam de políticas públicas.
Precisam de atendimento digno.
Precisam de inclusão verdadeira.
Precisam, acima de tudo, de humanidade.
O dia 25 de maio de 2026 não foi apenas um encontro.
Foi um grito de esperança.
Foi o começo de uma nova história.
Uma história onde mães cansadas encontram abraço.
Onde famílias encontram apoio.
Onde crianças autistas encontram oportunidades.
E onde a sociedade começa, finalmente, a entender que inclusão não é favor.
É dever.
Que Deus fortaleça cada mãe que chorou escondida.
Cada pai que luta em silêncio.
Cada família que já pensou em desistir.
Vocês não estão sozinhos.
E enquanto existir amor, união e coragem…
sempre haverá esperança.
Foto da esquerda para a direita: Vanêssa Garcêz, Wanessa Cristina, Osmar Bria, Santana Gomes, Luciano e Lucianna















